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Guiagrátis, aberto10 min de leitura

Reels com IA: 7 estilos

Os sete estilos de edição que eu rodo no Claude Code: o que cada um é, quando usar, qual gravação funciona e o que revisar antes de exportar.

O problema
Você grava e não sabe qual estilo de edição combina com a fala que tem na mão.
Nesta página
seletor de estilo pela sua fala.
Neste guia 5 partes
  1. O que este guia é
  2. O que todo reel precisa, independente do estilo
  3. Os 7 estilos
  4. Como escolher o estilo em 1 minuto
  5. O que a biblioteca completa traz, por estilo

O que este guia é

Eu edito reels com IA no meu próprio computador. Não com um aplicativo que "faz o vídeo pra você", mas com estilos de edição que rodam dentro do Claude Code, no terminal, a partir de um bruto que eu gravei e de um arquivo de dados que descreve o que aparece na tela.

Este guia apresenta os sete estilos que eu uso para reel. Se você já tem a fala na mão, pule direto para o seletor. Para cada um: o que ele é, quando usar e quando não usar, qual gravação funciona e o que revisar antes de exportar. É o mapa. A biblioteca completa, com a skill de cada estilo, o prompt alternativo, os arquivos de exemplo e o passo a passo, é o produto que este guia antecede.

Uma regra antes de qualquer estilo: o estilo não salva fala ruim. Cada um pede um tipo de fala, e a seção "quando usar" de cada estilo é a parte mais importante deste documento.

O que todo reel precisa, independente do estilo

  • Proporção 9:16, 1080 por 1920. Entre 7 e 90 segundos. O ponto doce para educação e história está entre 21 e 45 segundos.
  • Gancho nos primeiros 3 segundos: texto na tela e movimento. Nunca começar com pessoa parada dizendo "oi gente".
  • Legenda queimada no vídeo em todo reel falado. A maior parte do tráfego de reel assiste sem som.
  • Texto na tela legível: tamanho mínimo e contraste forte.
  • Capa pensada para o grid do perfil (recorte 4:5 do vídeo).
  • Um CTA só no fim, ou fecho em loop. Nunca "se gostou, me segue".
  • Zero hashtag. Zero marca d'água de outra plataforma.

Os 7 estilos

1. Tela Dividida

A tela é cortada na horizontal por uma linha dura. Em cima, o material: número, lista, cartão de dado. Embaixo, você falando. O painel de cima troca a cada bloco, em corte seco, sempre na palavra. O painel de baixo não corta nunca. É isso que separa este estilo de um vídeo picotado.

Use quando a fala tem estrutura declarada (lista, passos, partes que somam), quando o número é o conteúdo (percentual, prazo, taxa, tudo que o ouvido perde e o olho segura) e quando o seu rosto é parte do argumento.

Não use quando a fala é narrativa ou história. O corte seco em cima briga com a emoção.

Gravação que funciona: bruto vertical de você falando, até cerca de 90 segundos, com fala enumerada e com número ("3 erros", "5 passos", "o método tem 4 partes"). Os números e nomes de cada parte, escritos à parte: o painel de cima é montado a partir deles.

Revisar antes de exportar: cada troca do painel de cima cai na palavra certa; o painel de baixo não tem nenhum corte; o áudio saiu idêntico ao do bruto.

2. Tipografia Cinética

A tela é a sua fala. Não é legenda por cima do vídeo: o texto é o vídeo. Cada palavra entra no instante em que é dita, o bloco se recompõe a cada oração, e o peso da letra separa a palavra que carrega a frase da que só liga uma coisa na outra.

Use quando o conteúdo é de método e tem número; quando o áudio é bom e a imagem é ruim (luz fraca, enquadramento torto, gravação no carro parado); quando você quer que o vídeo funcione sem som.

Não use quando o seu carisma é o produto (o texto passa a competir com você), quando a fala é longa e cheia de orações subordinadas, ou quando o conteúdo é emocional.

Gravação que funciona: um áudio bom (ou bruto com áudio bom), de 25 a 60 segundos, com 2 ou 3 trechos em que seu rosto pode voltar à tela, como lembrete de que tem gente falando.

Revisar antes de exportar: a palavra que carrega cada frase está no peso forte; nenhuma palavra entra antes de ser dita; o rosto volta nos trechos planejados.

3. Quadro Animado

Uma folha de papel bege e um lápis que desenha, ao vivo, o que você está falando. Um corte só no vídeo inteiro, nada é apagado, e nos segundos finais a câmera se afasta e revela a folha inteira: o mapa que a pessoa salva.

Use quando a pauta é um mecanismo em etapas que a maioria entende errado. Faça quatro perguntas; se uma der "não", escolha outro estilo:

  1. Tem mecanismo? Funciona por etapas encadeadas, não é só um fato ou uma lista.
  2. Tem erro de percepção? Existe a explicação que todo mundo presume e está errada.
  3. É desenhável? Cada etapa vira uma forma simples (caixa, seta, círculo, número).
  4. Fecha num mapa? O quadro final, visto inteiro, explica sozinho.

Não use para notícia quente, opinião, comparação ou reação.

Gravação que funciona: bruto vertical de você falando, de 90 a 130 segundos, com a narração escrita já pensando no desenho (cada frase tem uma coluna "o que aparece na folha"). Opcional: 1 a 3 imagens reais para entrar coloridas na folha.

Revisar antes de exportar: nada foi apagado ao longo do vídeo; o zoom final mostra a folha inteira legível; o áudio não foi cortado no fim.

4. Gráfico Vivo

Um gráfico que se constrói junto com a fala. Cada número dito vira uma fatia que nasce na palavra do número, e as fatias acumulam: nada reinicia, nada some. Quando a fala fecha, o gráfico fecha, e o último quadro é a explicação inteira num lugar só.

Use quando a fala divide um todo em partes e você vai dizer todas elas, em ordem.

Não use quando os números não somam um todo; quando a menor parte é menor que cerca de 5% (fica invisível e o gráfico mente por omissão); quando a fala mistura grandezas de escalas diferentes.

Gravação que funciona: bruto vertical com números que somam um todo declarado (100%, 24 horas, o orçamento inteiro). E a tabela da pauta, escrita antes de gravar: parte, número, rótulo de 1 ou 2 palavras, soma conferida. Sem essa tabela, o estilo não deveria ser usado.

Revisar antes de exportar: a soma das fatias bate com o todo; cada fatia nasce na palavra do número; o quadro final está legível como imagem parada.

5. Manchete e Prova

Tela dividida: em cima, material real (foto, print de notícia, cena, retrato). Embaixo, você falando. Atravessando a costura, uma manchete em caixa alta condensada com uma palavra em cor diferente. A manchete faz o argumento. O material é a prova dela.

É o estilo que argumenta, e por isso o mais caro: depende de imagem escolhida por gente, com licença.

Use quando a peça precisa convencer com prova visual: uma notícia, um fato verificável, um retrato de quem está sendo citado.

Não use quando você não tem as imagens aprovadas e com licença antes de montar. Imagem de banco estrangeiro aleatória derruba a peça.

Gravação que funciona: a tese escrita em uma frase, separada da fala (as manchetes saem dela; se você não consegue escrever essa frase, a fala não tem tese e o estilo é outro); as imagens escolhidas e aprovadas, uma linha por imagem com link, crédito e a qual trecho responde; o bruto vertical de 45 a 90 segundos.

Revisar antes de exportar: cada imagem tem crédito registrado; a palavra destacada de cada manchete é a que carrega o argumento; a troca de imagem cai no trecho certo.

6. Cinema em Plano Fixo

Uma imagem horizontal centralizada na tela vertical, com tarja preta chapada em cima e embaixo. Plano fixo único, de 30 a 45 segundos, uma lição só.

Funciona por contraste de forma: num feed em que quase tudo é vertical e preenche a tela, uma imagem horizontal com tarja lê na hora como cinema ou documentário, e isso compra os primeiros segundos de atenção antes de qualquer conteúdo.

Use quando você tem uma lição única e uma história pessoal concreta que prova essa lição.

Não use para lista, passo a passo, notícia ou fala com vários pontos. Fala que é lista não vira parábola na edição. É o estilo mais barato de montar e o mais caro de gravar.

Gravação que funciona: uma gravação horizontal, feita para o formato (proporção entre 1,33 e 1,88). Bruto vertical já gravado não serve. Câmera na altura do rosto, perfil três quartos, uma história de 15 segundos com virada no último terço e fecho em frase que ecoa a abertura.

Revisar antes de exportar: a proporção da imagem foi conferida no arquivo; a tarja é preta chapada, sem gradiente; a legenda não invade a imagem.

7. Colagem Editorial

Cenas de motion editorial inseridas dentro de um corte vertical que já existe: objetos fotografados sobre papel, anotações à mão (círculo, seta, sublinhado), texto em fonte de verdade. O rosto volta entre as cenas e o áudio sai intocado.

A regra do estilo: mostrar uma prova, apontar o detalhe, concluir, nesta ordem. Nada se mexe só para "dar dinâmica".

Use quando a fala tem provas concretas que cabem em objeto ou documento (um contrato, um extrato, um print) e você já tem o corte pronto de um podcast, entrevista ou talking head.

Não use quando a fala é abstrata e não tem o que mostrar. Colagem sem prova vira enfeite.

Gravação que funciona: um corte vertical já pronto, com o áudio definitivo; um acervo de objetos recortados em PNG com transparência (dinheiro, relógio, cartão, caixa, papel de fundo), reaproveitado de vídeo para vídeo.

Revisar antes de exportar: cada cena de colagem aponta um detalhe real da fala; o rosto volta entre as cenas; o áudio saiu intocado.

Como escolher o estilo em 1 minuto

Toque na frase que descreve a sua fala. O seletor aponta o estilo e leva até ele.

A mesma regra, em tabela:

Se a sua fala é... O estilo é
Lista ou passos com número, e seu rosto importa Tela Dividida
Método com número, áudio bom e imagem ruim Tipografia Cinética
Mecanismo em etapas que a maioria entende errado Quadro Animado
Partes que somam um todo, ditas em ordem Gráfico Vivo
Argumento que precisa de prova visual com licença Manchete e Prova
Uma lição e uma história pessoal curta, gravada na horizontal Cinema em Plano Fixo
Corte pronto com provas em objeto ou documento Colagem Editorial

Se a fala não cai em nenhuma linha, o problema não é o estilo. É a fala.

O que a biblioteca completa traz, por estilo

  1. O vídeo final e o material de entrada que o gerou.
  2. Quando usar e qual gravação funciona (o que está aqui, expandido).
  3. A skill para o Claude Code e uma alternativa em prompt, quando viável.
  4. Ferramentas, passo a passo e limitações conhecidas.
  5. O que revisar antes de exportar.

Para quem é: quem já grava (falando para a câmera, podcast, aula com slides) e quer editar com IA no próprio computador, sem depender de editor para cada peça. Pede familiaridade mínima com terminal, ou disposição para aprender.

Para quem não é: quem não quer abrir o terminal.